ITBI em debate, juros elevados e reforços como 13º e FGTS definem o mercado imobiliário no fim de 2025. Veja como organizar a compra com segurança.

O último trimestre de 2025 traz um cenário mais previsível do que o próximo ano promete ser. Os juros seguem altos, mas estáveis, e os preços continuam em trajetória ascendente. O debate sobre o ITBI avança em Brasília e dá sinais de possíveis mudanças futuras, o que reforça a importância de olhar para as condições atuais antes que novas regras entrem em vigor.
Ao mesmo tempo, o período concentra fatores que ampliam o poder de decisão. Recursos típicos de fim de ano, como o décimo terceiro e bonificações, ajudam no reforço do orçamento.
Neste artigo, você vai entender como a reforma tributária pode mexer com o mercado imobiliário, quais os pontos de atenção para quem financia e quais estratégias podem fazer a diferença para fechar a compra ainda em 2025.
Preços em trajetória de alta para conquistar a casa nova
Segundo o Índice FipeZAP, os preços residenciais no Brasil subiram 3,93% entre janeiro e julho e acumulam 7,31% em 12 meses.
Esse desempenho supera a inflação do período e mostra que o setor mantém ritmo firme mesmo com crédito caro. Para o comprador, significa lidar com valores mais altos do que no início do ano e avaliar se vale garantir agora a precificação que já está consolidada.
Tributação em debate e impactos na compra da casa nova
O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI, pode ter mudanças em 2026. A proposta de regulamentação da reforma tributária em discussão na Câmara dos Deputados prevê a possibilidade de os municípios adotarem o valor de mercado como base de cálculo. Isso pode elevar os custos de transação para quem compra, já que o valor de referência tende a ser maior do que o venal utilizado atualmente.
Enquanto não há alteração aprovada, quem compra em 2025 ainda lida com regras conhecidas, sem risco imediato de surpresas na tributação.
Juros e crédito imobiliário
A Selic permanece em 15% e, segundo projeções do Boletim Focus, deve recuar gradualmente, alcançando cerca de 12,25% ao final de 2026.
O crédito imobiliário segue caro, mas com taxas relativamente previsíveis. Hoje, as instituições financeiras brasileiras praticam juros entre 11,29% e 13,50% ao ano + TR para financiamento imobiliário.
Reforço financeiro no fim do ano
O décimo terceiro salário, pago a trabalhadores formais e aposentados, amplia de forma significativa a capacidade de entrada no financiamento ou a quitação de despesas iniciais ligadas à compra da casa nova, como escritura, ITBI e custas cartoriais. Para muitas famílias, esse recurso funciona como um empurrão imediato para transformar o planejamento em decisão.
O FGTS, por sua vez, é uma das ferramentas mais estratégicas no crédito habitacional. Ele pode ser usado não apenas para compor a entrada, mas também para amortizar saldo devedor ou reduzir até 80% do valor das prestações durante 12 meses. Essa flexibilidade ajuda a atravessar o período mais pesado das parcelas, quando o orçamento familiar ainda está se ajustando.
Juntos, décimo terceiro e FGTS criam um reforço que permite ao comprador entrar na negociação com mais fôlego e segurança, equilibrando melhor os desafios de um cenário de crédito caro.
A janela de decisão em 2025
Adiar a compra pode significar enfrentar preços corrigidos, mudanças no ITBI e condições de crédito ainda em transição.
Comprar agora não elimina desafios, mas oferece vantagens mais previsíveis, como impostos sob regras atuais, preços já conhecidos, reforço imediato do décimo terceiro e apoio do FGTS. Encerrar 2025 em uma casa nova continua viável para quem se organiza e conta com orientação segura.
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